terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Projecto "O Deve e Haver das Finanças da Madeira"


O CEHA, no âmbito do projecto o Deve e Haver das Finanças da Madeira,  disponibiliza ao público relatórios e recolhas realizadas, no decurso de 2010 a 2012. 
Todo o acervo informativo do trabalho já reunido até ao momento está a ser disponibilizado na web e na INTRANET da Biblioteca Digital do CEHA.

Alguns dos relatórios, textos e informações que estão disponíveis:
SOUSA, José Luís de, 2012, A Casa Blandy. Contratos e negócios (1920-1974) (recolha de informação e registos notariais sobre a Casa Blandy Brothers, para o período em questão).
FREITAS, Marília Bruna Martins de, 2012, Orçamentos da Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal (1903-1976).

Alguns volumes da colecção já disponíveis:
VIEIRA, Alberto, 2012, Cronologia. A História das Instituições, Finanças e Impostos, Funchal.
VIEIRA, Alberto, 2012, Livro Das Citações do Deve & Haver das Finanças da Madeira, Funchal.
FARIA, Cláudia, ALVES, Graça, GOMES, Sandra, 2012, Paisagens Literárias (Quadros da Madeira), Funchal (versão em inglês).
VIEIRA, Alberto, 2012, Dicionário de Finanças Públicas. Conceitos, Instituições, Funcionários, Funchal; algumas entradas: Conta / Contrabando / Governo Regional.
VIEIRA, Alberto, 2012, Dicionário de Impostos. Contribuições, Direitos, Impostos, Rendas e Tributos, Funchal; algumas entradas: Direitos / Impostos / Revoltas / Leixões, porto de [1895].
VIEIRA, Alberto (Coordenação), 2012, Debates Parlamentares. 1821-2010, Funchal.

Consulte as páginas de divulgação de alguns dados já disponíveis do projecto:
http://www.madeira-edu.pt/ceha/tabid/2375/Default.aspx
http://odevehaver.blogspot.pt/
http://devehaver.weebly.com

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Conferência "A Vida a Bordo nas Naus da Carreira da Índia - Séculos XVI a XVIII", por Vítor Grácio (27-11-2012; 17:00)

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Nota Curricular

Vítor Manuel Loureiro Grácio
- 1974, Licenciatura em Ciências Militares Navais – Ramo de Administração Naval, pela Escola Naval
- 1981, Licenciatura em História pela Faculdade de Letras de Lisboa
- 1990 a 1996, Professor de História Naval na Escola Naval
- 1991 a 1996, Membro do Conselho Científico da Escola Naval
- 1993 a 1996, Professor de História Militar na Academia Militar
- 1993, Director de Instrução da Viagem de Cadetes do Curso Comodoro Cunha Aragão a bordo do Navio Escola Sagres
- 1995 a 2001, Foi responsável pela montagem de diversas exposições comemorativas do dia da Marinha, na Escola Naval e no Teatro Baltazar Dias, no Funchal, sobre diversos temas, designadamente: “O Almirante Carlos Testa e a Escola Naval, na 2ª. metade do Séc. XIX”;  Mostra Numismática e Medalhística em colaboração com a Imprensa Nacional Casa da Moeda e a Fundação das Comunicações “Navios e Navegadores dos Descobrimentos”; “A Marinha e a Madeira, 1900-1950; “A Farolagem da Madeira”;  “A Aviação Naval, Passado e Presente”
- É membro da Academia de Marinha, Lisboa
  
Resumo

A Carreira da Índia realizou-se durante mais de três séculos e meio, desde 1497 até meados do século XIX. Em muitos aspectos, a sua história continua por descrever. Perdas consideráveis, quer em navios, quer em vidas humanas, estão, ainda hoje, por avaliar. Nas relações que a propósito dos mais diversos acontecimentos de história naval então se escreveram, deram-se a conhecer os factos mais dramáticos ocorridos no mar, desde a batalha à simples navegação e ao naufrágio.
 Esta longa, precária e penosa viagem, demorava em média seis meses na melhor das hipóteses. A vida a bordo era marcada pela instabilidade; instabilidade física da plataforma que é o navio, sempre sujeito à ondulação e instabilidade das condições meteorológicas. Assim, era possível experimentar o deleite dum pôr do sol maravilhoso bem como o rugido das vagas alterosas; experimentar a ansiedade de uma navegação costeira ou o temor de encalhar em fundos traiçoeiros.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Conferência "Biblioteca Pública Regional da Madeira", por Maria da Paz Mendes de Azeredo Pais (20-11-2012; 17:00)

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Nota Curricular

Maria da Paz Mendes de Azeredo Pais. Diretora da Biblioteca Pública Regional da Madeira, licenciada em História, especialização em Ciências Documentais. 

Resumo 

O papel que a instituição desempenha junto da comunidade, da sua cidade e da Região Autónoma da Madeira. A comunicação tem por base a identificação e divulgação da missão da Biblioteca junto do público, nas duas vertentes que a caracterizam: biblioteca pública e biblioteca beneficiária do depósito legal. Queremos  mostrar à comunidade os projetos em que nos empenhamos, os resultados alcançados nestes últimos anos, e que propostas apresentamos para o futuro.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Conferência "As Nossas Pátrias", por Maria Beatriz Rocha-Trindade (07-11-2012; 18:00)

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Nota Curricular

Maria Beatriz Rocha-Trindade. Socióloga, Doutorada pela Universidade de Paris V (Sorbonne) e Agregada pela Universidade Nova de Lisboa (FCSH), foi Professora Catedrática na Universidade Aberta, onde fundou (1994) o Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais/CEMRI, Unidade de I&D da Fundação para a Ciência e a Tecnologia/F.C.T., do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. É autora de uma vasta bibliografia sobre matérias relacionadas com as migrações e colaboradora habitual de revistas científicas internacionais neste domínio e membro de diversas organizações científicas portuguesas e estrangeiras. É titular da Ordre National du Mérite, de França, com o grau de Chevalier, e da Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública, de Portugal.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Newsletter do CEHA N.º 15


Conferência "A literatura de recepção infanto-juvenil na Madeira: percursos e discursos", por Leonor Martins Coelho (23-10-2012; 17:00)

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A literatura de recepção infanto-juvenil na Madeira: percursos e discursos


Depois de uma breve problematização teórica em torno da questão da literatura (de recepção) infanto-juvenil, pretende-se com esta intervenção abordar, de forma diacrónica, os principais artefactos impressos que visam a Infância e a Juventude.

Os artefactos dirigidos aos mais novos passam de uma vertente pedagógica e edificante (século XIX) para uma vertente lúdica e apelativa (sobretudo os que correspondem ao boom desta literatura na Ilha, nos anos 90 do século XX). Sem descurar o valor instrutivo, sublinhando, sobretudo, o devaneio, a criatividade e a imaginação, os escritores tendem a abordar temas e assuntos que permitam ao jovem leitor compreender e reinterpretar o mundo que o rodeia.

Trata-se de uma literatura em movimento cujos escritores, privilegiando quase sempre a vertente narrativa, fazem destes livros meios que permitem ao leitor adquirir múltiplas competências: culturais, literárias, comunicativas, interpretativas ou mesmo afectivas. Com efeito, quer os contos, quer as narrativas que assentam na formula fiction são marcos fundamentais de uma literatura que já não é menor. Apesar de a poesia ter ainda pouca visibilidade, as narrativas não deixarão de propor uma escrita poética e encantatória.

Para além do mais, com a participação dos ilustradores, os livros tornam-se cada vez mais aliciantes. De facto, na correspondência das linguagens - textual e icónica - a beleza da língua e o policromático das ilustrações contribuem não só para a qualidade da textura do próprio objecto, como também para captar a atenção do público-alvo.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Conferência "A Questão Religiosa na I.ª República", por Gabriel de Jesus Pita (09-10-2012; 17:00)

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Resumo

Abordagem sumária do conflito entre a Igreja Católica e o Estado republicano, com incidência especial na Madeira e relevando três aspectos: as pensões concedidas pelo Estado, as penas que foram aplicadas a membros do clero, por desrespeito às leis da República, e a espoliação dos bens da Igreja. A comunicação tem por base a investigação feita no Diário do Governo e Diário de Notícias, do Funchal.

Nota Curricular

Gabriel de Jesus Pita. Professor aposentado da Escola Secundária Jaime Moniz, tem também se dedicado à investigação de temas de História Contemporânea. Licenciou-se em História, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e na mesma universidade concluiu o Mestrado em História Contemporânea, com a dissertação «A Igreja Católica e o nacionalismo português do Estado Novo. A revista Lumen, 1937-1945». Colaborou em várias revistas e no Diário de Notícias, do Funchal, com temas da sua especialidade, fez várias comunicações, nomeadamente no Centro Cultural John dos Passos, Centro de Estudos de História do Atlântico e na RTP-Madeira, colaborou na História da Madeira (2001), dirigida pelo Doutor Alberto Vieira, e publicou alguns estudos sobre o concelho da Ponta do Sol: A Freguesia dos Canhas, um contributo para a sua História (2003); S. Tiago Menor, o primeiro orago da paróquia dos Canhas (2007); Notas Históricas e outras estórias da Ponta do Sol – colectânea de textos do Padre João Vieira Caetano (2007); A Freguesia dos Canhas, um olhar da História (2011).

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Debate "Escrita, Escritores e a Madeira" (04-10-2012; 19:00)

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A escrita da ilha gera-se entre o arrepio das paredes das montanhas e a liquidez azul do infinito. É assim mesmo?  Há uma literatura madeirense? E uma literatura atlântica? Sobre o que  (não) escrevem os autores daqui?

Porque em toda a palavra está o silêncio dessa
palavra.
Como um buraco dentro do buraco, o ouro
dentro do ouro


HELDER, Herberto, 1990, Poesia Toda, Assírio & Alvim.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Conferência "A Vida Material na Ilha da Madeira na Segunda Metade do Século XVIII", por Filipe dos Santos (02-10-2012; 17:00)

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Resumo
Exploração de alguns tópicos relativos à vida material da Madeira na última metade de Setecentos: Espaço(s); População; Comunicações; Relação Homem / Meio; Comércio Externo; Crises de Subsistência; Alimentação


Filipe dos Santos
Técnico Superior de História – Secretaria Regional da Cultura, Turismo e Transportes (Região Autónoma da Madeira) – Centro de Estudos de História do Atlântico (CEHA); Mestre em Estudos Locais e Regionais, com a dissertação subordinada ao tema O Sal na Ilha da Madeira na Segunda Metade de Setecentos – Penúria, Poder e Abastecimento (Faculdade de Letras da Universidade do Porto), editada pela CEHA. Sítio pessoal: https://sites.google.com/site/filipedossantoshomepage/.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

terça-feira, 3 de julho de 2012

Debate "A Viagem" (05-07-2012; 19:00)

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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Conferência "Mar, Veleiros e os Novos Navegadores", por Leonel Martinho de Nóbrega (03-07-2012; 19:00)

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Resumo

Breve enquadramento histórico dos Grandes Veleiros do Mundo e o singular património marítimo, o deslumbramento das vivências nas várias regatas dos tall ships, tipo de embarcações, milhares de raparigas e rapazes vindos de todas as latitudes do Mundo para uma aventura inesquecível, o desfile das tripulações nas cidades de acolhimento, os festivais naúticos com concertos, provas desportivas e animação para satisfazer todos os gostos, e desfiles navais de embarcações (muitas centenárias), o desafio de poder ir ao leme, subir ao mastro mais alto do veleiro, a aprendizagem sobre as mais variadas técnicas de navegação, conhecer novas pessoas, culturas e cidades, dando ênfase à regata dos The Tall Ships Races – 2012, que uma vez mais vem à capital de Portugal, de 19 a 22 de julho, p.f., uma organização da Sail Training International, centrando, também, as nossas raízes históricas de Ilhéus, que remontam há cerca de seis séculos – para a cidade do Funchal – com o seu marco na profunda ligação natural e humana com o Mar. 

Nota Curricular

Leonel Martinho de Nóbrega. Natural das Queimadas, Concelho de Santana, Madeira, nasceu em Novembro de 1946. Possui formação na área dos audiovisuais: Curso de Vídeo: “As Tecnologias audio-visuais na Formação” e “O Vídeo ao Serviço do Formador” - bem ainda nos domínio do Cinema - na qualidade de projeccionista.
Possui também formação na área da fotografia, tendo dedicado desde muito jovem, guiado por um sentimento de ILHÉU, ligado ao mar, olhando a linha do horizonte para contemplar o chegar e o partir dos navios, tendo também presente a grandiosa Epopeia dos Descobrimentos Marítimos Portugueses, dedicou-se com grande entusiasmo à recolha de material fotográfico temático – os grandes veleiros do mundo com particular incidência nos navios escola.
Assim, deslocou-se a várias latitudes do mundo, por ocasião de eventos comemorativos de âmbito internacional, designadamente: o “Bicentenário da Revolução Francesa” (1989); Grande Regata “COLOMBO/ 92”, (500 anos da Descoberta da América); “Regata do Ano do Infante D. Henrique” (1994); “Regata Vasco da Gama Memorial” (1998, comemorativo do 5º Centenário da Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia, por ocasião da “EXPO 98”); “Regata BRASIL 500” (2000, Pedro Álvares Cabral, comemorativa dos 500 anos do achamento do Brasil); “Regata do Jubileu”, (2006, comemorativa do 50º aniversário da grande regata Cutty Sark); “Funchal 500 Tall Ships Regatta 2008”, comemorativa dos 500 anos da cidade capital da Região Autónoma da Madeira); e, muitas outras regatas internacionais, então denominadas: “CUTTY SARK” - hoje, TALL SHIPS RACES - de grandes veleiros do mundo, fotografando nos mais emblemáticos portos, a saber: Funchal, Lisboa, Porto, Aveiro e Portimão / Portugal, ; Rouen, Toulon, Saint-Malo e Brest / França; Cadiz, Alicante, Barcelona e Corunha / Espanha; Plymouth, Liverpool e Londres / Grã Bretanha; Nova Iorque e Boston / EUA; Antuérpia / Bélgica; Amesterdão / Holanda, entre outros.
Do grande espólio fotográfico temático, organizou várias exposições individuais, tendo, também participado em diversas mostras colectivas, referenciando apenas as individuais: “As Grandes Escolas do Mar” em julho/90, no Átrio doTeatro Municipal do Funchal; e, Casa do Povo da Boaventura em abril-maio/92; Salão Paroquial do Estreito de Câmara de Lobos em junho/92; no Porto Santo em agosto/92; novamente no Teatro Municipal Baltazar Dias, Salão Nobre, no âmbito das Comemorações do Dia da Região, em julho/93; na mesma data, mas no Átrio do Teatro Municipal Baltazar Dias “De Paris a Nova Iorque”; No salão Nobre da Câmara Municipal de Câmara de Lobos “Viagens...” em dezembro/94; “Retratos do Mundo” no Curral das Freiras em junho/95; “O Navegador de Sagres” Escola Francisco Franco em março/95; Escola Básica e Sec. Pe. Manuel Álvares em outubro/95; Casa da Cultura de Santa Cruz de 5/fevereiro a 4/março/96; Escola B+S Bispo D. Manuel Ferreira Cabral em maio/96; na Casa da Cultura de Santa Cruz “150 anos – 150 colecções” exposição filatélica e fotográfica, para assinalar na Região os 150 anos de emissões filatélicas dos CTT-Correios de Portugal, de 17/outubro a 30/nov./2003; “Fábrica da Fantasia” exposição fotográfica e documental com o objectivo de homenagear duas figuras do Cinema Português – Virgílio Teixeira e Manoel de Oliveira, de 20/setembro a 10/nov/2002; “Funchal 500 Tall Ships Regatta 2008” de 14/janeiro a 5/fev./2008; no salão nobre do Teatro Municipal Baltazar Dias “Tall Ships Race – Funchal 500 anos – Na Rota dos Grandes Veleiros” de 3 a 26/out./2008.
Ao longo das últimas duas décadas recebeu medalhas de ouro, prata e bronze e duas menções honrosas do Município do Funchal. Obteve o 47º lugar no concurso internacional de fotografia “Voile en Seine”, na cidade de Rouen/França, num conjunto de 3 600 trabalhos em mais de 400 fotógrafos. Tem fotos publicadas em revistas temáticas (nacionais e internacionais), e, em exibição, no Museu dos Transportes do Porto. Medalha de bronze Diário Notícias – revista/92 e de prata em 1995. Distinguido pelo Governo Regional da Madeira em dez./93 com o “Galardão Cultural”, pela recolha fotográfica temática de navios à vela de todo o mundo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Conferência "Turismo de Cruzeiros no Porto do Funchal", por José Felisberto Gouveia Almeida (19-06-2012; 17:00)

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Resumo

O porto do Funchal é uma realidade recente. Historicamente podemos considerar que existe porto desde o final do Século XIX, muito embora já com D. José I tivesse havido uma Determinação real para proceder à construção de uma infraestrutura portuária, o que só parcialmente foi cumprido, num processo apenas terminado em 2011.
Até aí e desde a colonização, o desembarque de pessoas e bens era feito no calhau, ao ritmo e sabor das levadias e dos estados do mar e da força humana, numa tradição que ficou expressa em inúmeras obras e registos de viagem e igualmente no Pilar de Banger, mandado construir por um britânico, como base de guindaste para descargas.
No século XX, o porto do Funchal, ao mesmo tempo que era local de comércio e descarga de mercadorias, assim como de passageiros, foi progressivamente assistindo ao surgir de um novo conceito em matéria de turismo, não já apenas e só como mero transporte, mas tendo como objetivo o cruzeiro.
Neste início do século XXI, o nosso porto assiste à confirmação plena da sua nova vocação, a de cais de chegada e partida de navios de cruzeiro e dos navios que se dedicam a essa indústria, navios esses cada vez maiores e mais especializados, num movimento crescente de praticantes de uma nova e completa modalidade de férias, o turismo de cruzeiro.
Todos conhecemos, ou julgamos conhecer o nosso porto, realidade omnipresente ante os nossos olhos de ilhéus. Será que conhecemos a atividade que neste momento é a sua principal área de negócios e de investimento? Sabemos quais as motivações dos turistas que nos visitam? O porto do Funchal e a RAM são um destino per si? Existem por si próprios?
Muitas destas interrogações apenas poderão ser respondidas se tivermos um perfil tão adequado quanto o possível desses visitantes, assim como dos armadores e do negócio em geral, negócio esse cada vez mais global e globalizante, não podendo a escala Madeira ficar apenas na expectativa de visitas sem tem ter uma palavra a dizer na definição do produto.
Para tal concebemos um inquérito, o qual foi feito em colaboração com a APRAM, o SNATTI e a EUROMAR, assim como com outros intervenientes nesta cadeia de valor, tendo nós, conceptores e aplicadores do mesmo, procurado seguir uma linha de orientação que nos permitisse a comparação dos resultados, com inquéritos desenvolvidos anteriormente.
A nossa apresentação de hoje pretende, e esperamos que o consiga, dar a conhecer os seus resultados assim como guiar os nossos ouvintes na descoberta deste universo económico, assim como os sensibilizar para que um destino deixa de o ser apenas em si, se não tiver uma estratégia de envolvimento e atração dos visitantes para a sua realidade e desideratos.
Só assim, com o envolvimento de todos, desde os cidadãos em si, como dos comerciantes e suas associações de classe, das entidades oficiais do turismo e da cultura, das autarquias e das autoridades portuárias, será possível consolidar a escala Funchal, como um destino em si e não apenas como um mero apeadeiro na descida para as nossas vizinhas Canárias.
Espero responder às Vossas questões. Estou grato pela Vossa presença.

Nota Curricular

José Felisberto Gouveia Almeida
Local / Data de Nascimento: Lisboa / 12 de Julho de 1949
Formação Académica:
1981 – Licenciatura em História
Instituição: Universidade de Lisboa – Faculdade de Letras
Nota: 15 valores
2012 – Mestrado em M.E.R.L. (Mestrado Estudos Regionais e Locais)
Instituição: Universidade da Madeira – UMa
Nota: 17 valores
Prepara Doutoramento na área de Economia e Marketing de produto (Cruzeiros)
Percurso Profissional:
Abril de 2008, até hoje: Aposentado da Administração Pública
07 de Outubro de 1970 até 31 de Março de 2008 – Funcionário Público
Objectivos de vida: Valorizar a vida, ajudar os outros e progredir intelectualmente.