quarta-feira, 8 de julho de 2009

Futuras Publicações do CEHA - Resumos (4)

LADEIRA, Paulo Jesus, 2009, A Talha e a Pintura Rococó no Arquipélago da Madeira (1760-1820), Colecção TESES, n.º 4, Funchal, Centro de Estudos de História do Atlântico, 290 pp. [CR-ROM]

RESUMO
A Talha e a Pintura Rococó no Arquipélago da Madeira (1760-1820)

Ao longo dos séculos XVIII e inícios do XIX, a Madeira passou por uma série de contingências que condicionaram a situação política e económica e, consequentemente, a vida cultural e artística na Região. Destacamos o terramoto de 1748, a reforma da Fazenda Real em 1775, a aluvião de 1803, as guerras napoleónicas e as lutas entre absolutistas e liberais.
A Fazenda Real era responsável pelas obras que se realizavam nas capelas-mores. A proliferação de confrarias levou à introdução de um número considerável de capelas e altares, transformando-se nas principais responsáveis pelas encomendas feitas às oficinas madeirenses.
Neste período foram executados inúmeros retábulos de talha. Na generalidade o esquema estrutural é composto por dois pares de colunas, sendo rematado todo o conjunto por um frontão interrompido. Numa primeira fase, ainda sob a influência do Barroco, emprega-se as colunas torsas e uma amálgama decorativa revestida em folha de ouro. Numa fase seguinte, passa a haver um equilíbrio entre as partes entalhadas e as partes lisas, surgem as superfícies marmoreadas e depois as brancas e lisas, conjugadas com diminutos elementos vegetalistas. A evolução orientou-se para a simplificação ornamental. As colunas apresentam decoração no terço inferior ou são simplesmente de fuste liso e branco, prognosticando a vinda do Neoclássico. Outro aspecto a salientar, foi o emprego de estuques nos tectos.
A talha na sua generalidade foi executada por entalhadores madeirenses. Estes contribuíram basicamente com a mão-de-obra, tendo pouca intervenção na concepção das obras, sendo mais artífices do que artistas. Estêvão Teixeira de Nóbrega foi um dos grandes responsáveis pela talha rococó na Madeira, através do seu contributo na execução de riscos e na direcção de obras, acabando mesmo como Mestre das Obras Reais. Este cargo também foi desempenhado pelo pintor João António Vila Vicêncio. Refira-se que até a segunda metade do século XVIII este cargo provinha dos mestres pedreiros e carpinteiros. Na área das artes decorativas, a Madeira apresenta um universo fechado de mestres, a maioria com uma relação profissional e familiar muito próxima.
A Madeira apresentou-se auto-suficiente em mão-de-obra de pintura, existindo um razoável número de pintores e douradores em actividade. O grande surto de construções permitiu a execução de muitos trabalhos, importantes, se não tanto pela qualidade, ao menos pela quantidade. Para tal contribuíram os escassos recursos económicos e a pouca exigência técnica da clientela. Os pintores eram artífices acomodados nas suas modestas oficinas que pintavam a partir de modelos, sobretudo gravuras.
Analisando a pintura de Nicolau Ferreira Duarte, de quem se conhece uma grande relação de trabalhos datados e assinados, observamos cenas sobretudo da vida de Jesus e de Maria, a utilização de cenários arquitectónicos ou paisagísticos, onde integrava as personagens em pose estática. Empregava uma paleta repetitiva e com pouco contraste, uma razoável modelação de claro-escuro, por vezes com algumas desproporções e imperfeições anatómicas, mas que compensava com um intenso colorido.
A pintura de tectos teve um papel de destaque, com pinturas ilusionistas recorrendo a composições com nuvens e estruturas arquitectónicas em perspectiva. Paralelamente aos temas religiosos, surgem alguns retratos da autoria de Nicolau Ferreira e de Joaquim Leonardo da Rocha, professor da Aula Régia de Desenho e Pintura que funcionou no Funchal de 1809 a 1825.
Palavras-chave: Barroco; Confrarias; Entalhador; Arquipélago da Madeira; Neoclássico; Pintura; Retábulo; Rococó; Século XVIII; Talha

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ABSTRACT
The Carving and the Painting Rococo in the Archipelago of Madeira (1760-1820)

During the 18th century and the beginning of the 19th century the archipelago of Madeira went through a series of events that affected its political and economical situation and, consequently, its artistic and cultural life. Such events include the earthquake occurred in 1748, the flood taken place in 1803, the Napoleonic wars and, the fights between absolutists and liberals.
The Royal Estate was responsible for the works carried in the major chapels. The rise of congregations led to the increase of chapels and altars, becoming them the major requests performed to the workshops of Madeira.
During this period numerous carved altarpieces were produced. In general, the structural scheme was composed by two pairs of columns and finished with an incomplete front piece. In a first stage, and still under the influence of the Baroque, the general design used the twirled columns and a decorative amalgam coated in gold leaf. As the next step will be a equilibrium between engraved and smooth parts occurred, the marbled surfaces appeared and then white and smooth ones, which were associated to minimal natural elements. The evolution of the process led to an ornamental simplification. In their lower third sections, the columns were decorated or are simply smooth and white, thus becoming a Neoclassical hint. Another important aspect was the use of plaster on the ceilings.
Most of the carvings produced in the archipelago of Madeira were done by the local artisans. They did not have a major part in the design of the pieces, being more artificers than artists. Estêvão Teixeira de Nóbrega was one of the major representatives of the rococo carvings on Madeira Island. Thanks to his sketches and work guidance, he ended up becoming Master of the Royal Works. This position was also played by painter João António Vila Vicêncio. It should be noted that until the second half of the 18th century, the title was only given to major masons or carpenters. In what concerns the decorative arts, the artisans of Madeira Island were a closed group, most with a professional and very close family.
Madeira Island is made self-sufficient in labor, painting, with a reasonable number of painters and gilder in business. The great amount of constructions being undertaken at the time allowed the painters to produce immense quantities of artwork, which were not necessarily an example of good quality. The painters were artificers who worked in their humble workshops creating paintings based on others.
When one analyses the paintings done by the prolific Nicolau Ferreira Duarte, one observes mainly scenes from the life of Jesus and Maria, a great use of architectural and landscape like sceneries, which served as the background to static figures. He used a repetitive and not very contrastive palette, a reasonable amount of dark-light shading, even though sometimes some anatomical disproportions and imperfections occurred, which were compensated by an intense colouring.
The painting of ceilings was very important, since it used illusory paintings based on clouds and architectural structures in perspective. Side by side with the religious works, some portraits were painted by Nicolau Ferreira and Joaquim Leonardo da Rocha, who was the teacher of Royal Drawing and Painting classes in Funchal, from 1809 to 1825.
Keywords: Baroque; Congregations; Carver; archipelago of Madeira; Neoclassical; Painting; Retable; Rococo; Eighteenth century; Carving

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RESUMEN
La Talla y la Pintura Rococó en el Archipiélago de Madeira (1760-1820)

A largo de todo el siglo XVIII y principios del siglo XIX, el archipiélago de Madeira atravesó una serie de contingencias que condicionaron la situación política y económica y, consecuentemente, la vida cultural y artística de la Región. Podemos destacar el terremoto de 1748, la reforma de la Hacienda Real en 1775, el aluvión de 1803, las guerras napoleónicas y las luchas liberales.
La Hacienda Real era responsable por las obras realizadas en las capillas mayores. La proliferación de hermandades llevó a la introducción de un número considerable de capillas y altares, transformándose en las principales responsables pelas encomiendas hechas a las oficinas madeirenses.
En este periodo fueron ejecutados innumerables retablos de talla. Generalmente el esquema estructural está compuesto por dos pares de columnas y todo el conjunto es rematado por un frontón incompleto. En una primera fase, todavía sobre la influencia del Barroco, la traza general emplea las columnas torzales y una amalgama decorativa recubierta con hoja de oro. Después es encontrado el equilibrio entre las partes entalladas y las partes lisas, surgen las superficies marmoteadas y después las blancas y lisas conjugadas con diminutos elementos vegetalistas. La evolución se orientó para la simplificación ornamental. Las columnas presentan decoración en le tercio inferior ó simplemente de fuste liso y blanco, pronosticando la llegada del Neoclasicismo. Otro aspecto a mencionar fue el empleo de estuques en los techos. 
La talla en su generalidad, fue ejecutada por entalladores madeirenses. Estos contribuyeron básicamente con la mano de obra, interviniendo poco en la concepción de las obras, fueron por ello, más artífices que artistas. Estêvão Teixeira de Nóbrega fue uno de los grandes responsables por la talla rococó en Madeira, a través de su contribución en la ejecución de proyectos y en la ejecución de obras, acabando finalmente con el cargo de Mestre de las Obras Reales. Esto cargo también ha sido desempeñado por el pintor João António Vila Vicencio. Cabe señalar que hasta la segunda mitad del siglo XVIII ese cargo era ejercido por individuos provenientes del área de la albañilería ó carpintería. En el área de las artes decorativas, Madeira presenta un universo cerrado de artífices, la mayoría emparentados entre si y con una relación profesional muy próxima.
La Madeira presenta una situación de autosuficiencia en lo que se refiere a mano de obra de pintura. Existia un razonable número de pintores y doradores a trabajar. El gran surto de construcciones permitió la ejecución de muchos trabajos, importantes, si no por la calidad, sí pela cantidad. Para tal contribuyó la escasez de recursos económicos y la poca exigencia técnica de la clientela. Los pintores eran artífices que se limitaban a trabajar en sus modestas oficinas, y pintando a partir de modelos copiados principalmente de grabados.
Analizando la obra de Nicolau Ferreira Duarte, de quién se conoce una gran relación de trabajos fechados y firmados, observamos extractos sobretodo la vida de Jesús y María, la utilización de escenarios arquitectónicos ó paisajísticos en que son integrados personajes en pose estática. Empelaba un paleta repetitiva y con poco contraste, un razonable modelación de claroscuro, aunque en algunas obras con desproporciones y imperfecciones anatómicas, pero que compensaba con un intenso colorido.
La pintura de techos tubo un destacado papel, con pinturas ilusionistas en que se recurría a composiciones con nubes y estructuras arquitectónicas en perspectiva. Paralelamente a la temática religiosa, surgen algunos retratos de la autoria de Nicolau Ferreira y de Joaquim Leonardo da Rocha, profesor del Aula de Desenho e Pintura que funcionó en Funchal entre 1809 y 1825.
Palabras clave: Barroco; hermandades; entallador; Archipiélago de Madeira; Neoclasicismo; Pintura; Retablo; Rococó; Siglo XVIII; Talla

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RÉSUMÉ
La Sculpture et la Peinture Rococo dans l'Archipel de Madère (1760-1820)

Au cours du XVIIIe et débuts du XIXe siècles, l’Archipel de Madère fut cible d’une série de contingences, qui influencèrent la situation politique et économique et, par conséquent la vie culturelle artistique de la Région. On peut remarquer le tremblement de terre de 1748, la reforme de la Fazenda Real en 1775, l’alluvion de 1803, les guerres napoléoniennes et les luttes entre les absolutistes et les libéraux.
La Fazenda Real était la responsable des œuvres réalisées dans les chapelles de l'abside. La prolifération des confréries conduisit à l’introduction d’un nombre considérable de chapelles et d’autels, étant les principales responsables des commandes faites aux ateliers madériens.
Dans cette période, de nombreux retables en boiserie furent exécutés. Généralement, le schéma structurel est composé par deux paires de colonnes dont tout l’ensemble est achevé par un fronton interrompu. Dans un premier moment, et encore sous l’influence du Baroque, la trace générale emploi les colonnes torses et une amalgame décorative, enduits à la feuille d'or. La prochaine étape, on constate un équilibre entre les parties entaillées et les surfaces unies. Dans une seconde phase, surgissent les superficies marmorisées suivies des blanches et des lisses, conjuguées par des minces éléments végétalistes. L’évolution s’orienta vers la simplification ornementale. Les colonnes présentent une décoration dans le chapelet inférieur ou sont de fût uni et blanc, pronostiquant l’arrivée du Néoclassique. Un autre aspect à distinguer, fut l’emploi de stuc dans les toits.
La boiserie fut généralement exécutée par des sculpteurs en bois madériens. Ces en bois fournirent fondamentalement la main-d’œuvre, ayant une légère intervention dans la conception des œuvres et en étant plutôt des artisans que des artistes. Estêvão Teixeira de Nóbrega, fut un des grands responsables de la boiserie rococo à Madère, à travers sa contribution dans le domaine de l’exécution de traits et dans la direction des œuvres, finissant par devenir Maître des Œuvres Royales. Cette position a également été joué par le peintre João António Vila Vicêncio. Il convient de noter que jusqu'à la deuxième moitié du XVIIIe siècle provenant de ce poste de maîtres maçons et des menuisiers.
L’île de Madère se manifestait auto-suffisante en matière de main-d’œuvre, existant un raisonnable nombre de peintres et de doreur en activité. Le grand essor de constructions permit l’exécution de beaucoup de travaux, importants, si nom par la qualité au moins par la quantité. Cela a contribué à les minces ressources économiques et la faible exigence technique de la clientèle. Les peintres ont été artisans accommodés dans leurs modestes ateliers exécutant des peintures d’après les modèles concernant les gravures.
En analysant la peinture de Nicolau Ferreira Duarte, dont on connaît une grande relation de travaux datés et signés, on observe surtout des scènes de la vie de Jésus et de Marie, l’utilisation de scénarios architectoniques ou paysagistes, où il intégrait les personnages dans une pose statique. Il employait une palette répétitive et d’un contraste très réduit, une raisonnable combinaison de clair-sombre, occasionnellement avec quelques disproportions et imperfections anatomiques, qu´il récompensait par un intense coloré.
La peinture de toits eut aussi un rôle important, avec des peintures illusionnistes faisant l’usage de compositions avec des nuages et structures architectoniques en perspective. Parallèlement aux thèmes religieux, il y apparaît quelques portraits des auteurs Nicolau Ferreira e Joaquim Leonardo da Rocha, professeur du cours regel intitulé de Dessin et Peinture et qui eut son fonctionnement au Funchal dès 1809 jusqu’à 1825.
Mots clés: Baroque; Confréries; sculpteurs en bois; Archipel de Madère; Néoclassique; Peinture; Retable; Rococo; Dix-huitième siècle; Sculpture

Futuras Publicações do CEHA - Resumos (3)

ANTUNES, Luísa Marinho, 2009, O Romance Histórico e José de Alencar. Contribuição para o Estudo da Lusofonia, Colecção TESES, n.º 3, Funchal, Centro de Estudos de História do Atlântico, 453 pp. [CR-ROM]

RESUMO
O Romance Histórico e José de Alencar. Contribuição para o Estudo da Lusofonia

É na articulação da forma genológica do romance histórico com o seu entendimento por parte dos autores brasileiros, em especial José de Alencar, e com o papel que o género desempenhará na afirmação da diferença literária e estética da recente nação que se situa a temática deste livro. Parte-se, assim, do estudo do género, nas vertentes estéticas, literárias e linguísticas, mas também histórico-filosóficas e sociais, para a reflexão dos traços de continuidade, transformações e afastamentos em relação ao modelo europeu, das atitudes através das quais se identificam as singularidades do autor.
Através da consideração das várias facetas do romance histórico alencariano, perspectiva-se o seu papel na criação de uma nova tradição literária, que não rejeita as tradições existentes, mas repensa-as e trabalha-as de forma a criar o novo. Dada a grande unidade da obra alencariana, podem reconhecer-se várias dinâmicas que se completam e interligam entre si: uma particular concepção da história do país e da História, o amor à própria terra e aos seus valores, que alicerça a vontade de reflexão e intervenção no presente, a procura da originalidade literária e o apuramento de uma concepção da poética própria.
É no sentido da ponderação destes aspectos que este estudo se direcciona, partindo da definição do romance histórico e das razões do seu sucesso no século XIX, passando pela forma como no Brasil o género é recebido e pensado, para, através do estudo do programa de Alencar para a literatura brasileira e a análise do diálogo estabelecido com os escritores portugueses – principalmente Alexandre Herculano e Pinheiro Chagas –, se concentrar de forma mais particular na produção da novelística histórica alencariana. Finalmente, através de uma abordagem mais rigorosamente comparatista, perspectivam-se os textos alencarianos em relação aos romances de teor tropical de Chateaubriand (Atala), Almeida Garrett (Helena) e Pinheiro Chagas (A Virgem de Guaraciaba).
Palavras-chave: Romance Histórico, Romantismo, Literatura Portuguesa, Literatura Brasilera, José de Alencar.

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ABSTRACT
The Historical Romance and José de Alencar. A Contribution to Lusophone Studies

The thematic of this book lies in the articulation between the form of the historical novel in the XIX century, its understanding by Brazilian authors, especially by José de Alencar, and its role in the consolidation of the aesthetic and literary difference sought by the new nation. The study of this particular literary gender, in its various aspects (literary, aesthetic, linguistics, but also historical, philosophical and social) is required to think and establish traces of continuity, transformation and distance from the European model that the authors make use to create singularity and originality.
It is through the consideration of the different forms of Alencar’s historical novel that it is possible to create a perspective of its contribution to the creation of a new literary tradition that, not refusing the existent ones, rethinks and re-elaborates them to create the new. Since Alencar’s work is characterized by unity, various dynamics that complete and interlink themselves can be recognised: a particular conception of the country’s history and of History itself, the devotion to his own land and its values that serve as a platform for the reflection an intervention in the present, the search for a literary originality and new poetics.
This study’s aim is to put in perspective all these aspects, from the definition of historical romance and the reason for its success in the XIX century, its reception in Brazil to Alencar’s program for the Brazilian literature. The importance of the dialogue with the Portuguese authors, especially Alexandre Herculano and Pinheiro Chagas, is necessary to understand the novel production of Alencar, which constitutes the major part of this study. Finally, by using a comparative approach, Alencar’s work is studied in relation with the novels of tropical thematic written in Europe by Chateaubriand (Atala), Almeida Garrett (Helena) and Pinheiro Chagas (A Virgem de Guaraciaba).
Keywords: Historical Novel, Romanticism, Portuguese Literature, Brazilian Literature, José de Alencar

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RÉSUMÉ
Le Romance Historique et José de Alencar. Contribution à L'Étude de la Lusofonie

La thématique de ce livre se situe dans l’articulation entre la forme généologique du roman historique et de sa perception chez les auteurs brésiliens, en particulier José de Alencar, et dans le rôle joué par ce genre littéraire dans l’afirmation d’une différence, à la fois littéraire et esthétique, dans la jeune nation, le Brésil. Ainsi, ce point de départ, à metrre en rapport avec les domaines tels que la littérature, l’esthétique, la linguistique, l’histoire, bien comme la philosophique et l’aspect social, nous conduit à réflechir aux traits de continuité, de transformations et d’éloignements par rapport au modèle européen, par lesquels il est possible d’identifier les singularités de l’auteur. 
Atravers les mulitples aspects du roman historique d’Alencar, il est possible d’envisager le rôle joué par son oeuvre dans la création d’une nouvelle tradition littéraire qui, sans refuser les traditions existentes, les travaille de façon à créer du nouveau. Etant donnée la grande unité de l’oeuvre d’Alencar, il est possible d’y observer différentes dynamiques qui se complètent et se lient entre elles: une conception particulière du pays et de l’Histoire, de l’amour voué au pays et à ses valeurs comme fondement de la volonté de réflexion et d’intervention dans le présent, ainsi que la recherche de l’originalité littéraire et la construction d’une conception de la poétique qui lui est propre.
Cette étude propose, en somme, une réflexion sur tous ces aspects, articulés et structurés. En partant de la définition du roman historique et des raisons de son succès au XIXème siècle et en passant par la réception du genre au Brésil, la façon dont il est reçu et representé pour, atravers le dialogue établit avec les écrivains portugais, en particulier Alexandre Herculano et Pinheiro Chagas, se concentrer sur la forme particulière de la production littéraire d’Alencar. Finalement, et dans une approche comparatiste, l’analyse s’oriente vers les rapports que l’on peut établir entre l’oeuvre d’Alencar et les romans à thématique tropicale de Chateaubriand (Atala), Almeida Garrett (Helena) e Pinheiro Chagas (A Virgem de Guaraciaba).
Mots clés: Roman Historique, Romantisme, Littérature Portugaise, Littérature Brésilienne, José de Alencar.

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RESUMEN
El Romance Historico y José De Alencar. Contribución al Estudio de la Lusofonia

La temática de este libro explora la articulación de la forma genológica de la novela histórica con su entendimiento por parte de autores brasileros, en especial José de Alencar, considerando el papel fundamental que el género asumirá en la afirmación de la diferencia literaria y estética de la reciente nación. Se procede a un estudio del género en sus vertientes estéticas, literarias lingüísticas, histórico-filosóficas y sociales para reflexionar sobre las marcas de continuidad, transformación y alejamiento en relación al modelo europeo e identificar las singularidades del autor.
A través del análisis de varias facetas de la novela histórica de Alencar, se pone de manifiesto su papel en la creación de una nueva tradición literaria, que no rechaza las tradiciones existentes, pero las repiensa y las trabaja para crear una nueva forma. Dada la gran unidad de la obra de Alencar, se pueden reconocer varias dinámicas que se complementan e se enlazan: una particular concepción de la historia del país y de la Historia, el amor de la propia tierra y los valores que fundamentan la voluntad de reflexión y la intervención en el presente, la búsqueda de la originalidad literaria y el afinar de una concepción de la poética propia.
Este estudio se propone un examen ponderado de estos aspectos, partiendo de la definición de la novela histórica y las razones de su éxito en el siglo XIX, considerando su recepción y el enfoque dado a este género en Brasil. Se desarrolla el análisis del modo como la poética de Alentar dialoga con escritores portugueses, principalmente Alexandre Herculano e Pinheiro Chagas, concentrándose, de forma más particular, en la producción novelística de Alencar. Finalmente, a través de una perspectiva más rigurosamente comparatista, se reconfiguran los textos de Alentar en relación a las novelas de tono tropical de Chateaubriand (Atala), Almeida Garrett (Helena) y Pinheiro Chagas (A Virgem de Guaraciaba).
Palabras clave: Novela histórica, Romanticismo, Literatura Portuguesa, Literatura Brasileira, José de Alencar.

Futuras Publicações do CEHA - Resumos (2)

VALENTE, Isabel Maria Freitas, 2009, As Regiões Ultraperiféricas Portuguesas: Uma Perspectiva Histórica, Colecção TESES, n.º 2, Funchal, Centro de Estudos de História do Atlântico, 249 pp. [CR-ROM]
RESUMO
As Regiões Ultraperiféricas Portuguesas: Uma Perspectiva Histórica

Fronteiras naturais entre o horizonte marítimo e o interior do território europeu, herdadas dos antigos impérios coloniais, as ilhas são territórios estratégicos para a União Europeia. 
Entre as ilhas, algumas beneficiam de um estatuto específico explicitamente reconhecido na alínea 2 do artigo 299 do Tratado de Amesterdão – As Regiões Ultraperiféricas: seis são regiões insulares e uma é continental: a Reunião no Oceano Índico, a Martinica e Guadalupe no Mar do Caribe a Guiana (enclave na floresta Amazónica), as Ilhas Canárias, os Açores e a Madeira no Oceano Atlântico.
As regiões ultraperiféricas (RUPs) encontram-se numa situação única no seio da União Europeia. Com efeito, num contexto natural marcado pela insularidade, pelo clima tropical e por um relevo acidentado e vulcânico, estas regiões encontram-se muito afastadas do continente europeu. No plano socioeconómico, caracterizam-se por apresentarem um PIB inferior a 75% da média comunitária. Por conseguinte, a UE reconheceu explicitamente o conceito de ultraperifericidade e tomou em conta as especificidades destas regiões, de modo a que estas possam inserir-se plenamente no espaço europeu e beneficiar das políticas comunitárias. Assim, foram instaurados programas de opções específicas do afastamento da insularidade para os departamentos franceses ultramarinos (POSEIDOM, em 1989), para as ilhas Canárias (POSEICAN, em 1991) e para Açores e Madeira (POSEIMA, em 1991).
Não se pense, porém, que a importância das RUPs se reduz ao seu peso demográfico, ao número de turistas que as visitam, ou à sua agricultura. Elas também valem e são ricas pelo seu extraordinário legado cultural, pela diversidade da sua envolvência geográfica e também pelo papel estratégico que desempenham na protecção das rotas marítimas da Europa e na defesa das suas fronteiras exteriores. No quadro da mundialização, a União Europeia é o único espaço continental que pode afirmar a sua presença no coração do Oceano Índico, das Caraíbas e da América do Sul, exactamente por intermédio das RUPs.

Palavras-chave: Ultraperiferia, Insularidade, Açores, Madeira, Territórios Estratégicos, União Europeia.

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ABSTRACT
The Portuguese Ultraperipheral Regions: A Historical Perspective

Natural boundaries between the maritime horizon and the interior European territory of ancient colonial empires, the islands are strategic territories for the European Union.
Among those islands, some benefit from a specific statute, recognized explicitly in item 2 of article 299 of the Amsterdam Treaty – The Ultraperipheral Regions: six of the regions are insular and one is Continental: the Reunion in the Indian Ocean, Martinique and Guadeloupe in the Caribbean Sea, Guyana (Amazonian forest enclave), the Canary Islands, and the Azores and Madeira in the Atlantic Ocean.
The ultraperipheral regions find themselves in a unique heart of the EU. In effect, in a natural context marked by its insularity, tropical climate and rough and volcanic relief, these regions find themselves distant from the European continent. In the socioeconomic plan, they are categorized for presenting a PIB inferior to 75% of the community average. Consequently, the EU explicitly recognized the ultraperipheral concept and took into consideration the specifics of these regions, so that they can fully insert themselves into European space and benefit from community politics. Thus, programmes with specific options to remove insularity for the French Ultramaritime departments (POSEIDOM, in 1989), the Canary Islands (POSEICAN, in 1991), and the Azores and Madeira (POSEIMA, in 1991), were instated.
However, one should not think that the importance of the ultraperipheral regions is reduced solely to its demographic significance, or to the number of tourists or to their agriculture. They are also worthy and rich in their extraordinary cultural legacy, for their geographical diversification and for the strategic role that they perform in the protection of Europe’s maritime routes and in the defense of its exterior boundaries. On an international level, the European Union is the only continental space that can affirm its presence in the heart of the Indian Ocean, the Caribbean and South America, precisely through the ultraperipheral regions.
Keywords: Ultraperiphery, Insularity, Azores, Madeira, Strategic Territories, European Union.
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RESUMEN
Las Regiones Ultraperiféricas Portuguesas: Una Perspectiva Histórica

Fronteras marítimas entre el horizonte marítimo, y el interior del territorio europeo, heredadas de los antiguos imperios coloniales, las islas son territorios estratégicos para la Unión Europea.
Entre las islas, algunas se benefician de un estatuto especifico explícitamente reconocido en l’apartado 2 del artículo 299 del Tratado de Ámsterdam – Las Regiones Ultraperifèricas: seis son regiones insulares y una continental: la Reunión en el Océano Indico, la Martinico y la Guadalupe en el mar del Caribe, la Guiana (enclave en la foresta Amazónica), las Islas Canarias, Las Azores y Madeira en el Océano Atlántico.
Las Regiones Ultraperifèricas se encuentran en una situación única en el sello de la UE. De hecho, en un contexto natural marcado por la insularidad, por un clima tropical, y por un relieve accidentado y volcánico, e as regiones se encuentran muy alejadas del continente europeo. En el plano socioeconómico, se caracterizan por presentar un PIB inferior al 75% de la media comunitaria.
Por consiguiente, la UE. Reconoció explícitamente el concepto de ultraperifecidad y tomo en cuenta las características de estas regiones, a fin de que estas pasen a insertarse en el espacio europeo y beneficiarse de la política comunitaria. Así mismo, fueron instauradas programas de opciones especificas de abastecimiento de la insularidad para los departamentos franceses ultramarinos (POSEIDOM, 1989), las Islas Canarias (POSEICAN, 1991), y las Azores y Madeira (POSEIMA, 1991).
A pesar de lo que se piense, la importancia de las Regiones Ultraperifèricas se reduce al peso demográfico, al numero de turistas, a la agricultura…También hay que tenerlas encuentra su riqueza cultural, por su diversidad en su entorno geográfico, así como el papel estratégico que desempeñan el la protección de las rutas marítimas de Europa, y en la defensa de las fronteras exteriores.
En el cuadro de la mundializacion, la UE, es el único espacio continental que puede afirmar su presencia en el corazón del Océano Indico, de las cariabas y Sudamérica, exactamente por intercambio de las Regiones Ultraperifèricas.

Palabras clave: Ultraperiferia, Insularidad, Azores, Madeira, Territorios Estratégicos, Unión Europea.

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RÉSUMÉ
Les Régions Ultrapériphériques Portugaises: Une Perspective Historique

Frontières naturelles entre l’horizon maritime et l’intérieur du territoire européen, léguées par les anciens empires coloniaux, les îles sont des territoires stratégiques pour l’Union Européenne.
Parmi les îles, certaines bénéficient d’un statut spécial explicitement reconnu à l’alinéa 2 de l’article 299 du Traité d’Amsterdam – Les Régions Ultrapériphériques: six d’entre elles sont des régions insulaires et une continentale: La Réunion dans l’Océan Indien, la Martinique et la Guadeloupe dans la mer des Caraïbes, la Guyane (enclave de la forêt amazonienne), les îles Canaries, les Açores et Madère dans l’Océan Atlantique. Les régions ultrapériphériques ont une situation très particulière au sien de L’UE. En effet, dans un contexte naturel marqué par l’insularité, par le climat tropical et par un relief accidenté et volcanique, ces régions se trouvent très éloignées du continent européen. Sur le plan socio-économique, elles se caractérisent par le fait de présenter un PIB inférieur à la moyenne européenne de 75%. Par conséquent, L’UE. reconnaît explicitement le concept d’ultrapériphérique et a pris en compte les spécificités de ces régions afin que celles-ci puissent s’insérer pleinement dans l’espace européen et bénéficier des politiques communautaires. De ce fait, des programmes d’option spécifiques à l’éloignement, à l’insularité ont été instaurés; pour les départements français d’outre-mer (POSEIDOM, en 1989), pour les îles Canaries (POSEICAN, en 1991), pour les Açores et Madère (POSEIMA, en 1991).
Cependant, ne pensons pas que l’importance des régions ultrapériphériques se réduit à son poids démographique, au nombre de touristes, à son agriculture. Elles sont également très riches et notables de la par leur extraordinaire héritage culturel, de la diversité de leur contours géographiques, mais également de par le rôle stratégique qu’elles jouent dans la protection des routes maritimes de l’Europe et dans la défense de ses frontières extérieurs. Dans le cadre de la mondialisation, l’Union européenne est le seul espace continental capable d’affirmer sa présence au cœur de l’Océan Indien, des Caraïbes et de l’Amériques du sud, et ce, très précisément grâce aux régions ultrapériphériques.
Mots clés: Ultrapériphérie, Insularité, Açores, Madère, Territoires Stratégiques, Union Européenne.

Futuras Publicações do CEHA - Resumos (1)

PETIT, Eduarda Maria Sousa Gomes, 2009, A Madeira na Primeira Metade de Setecentos, Colecção TESES, n.º 1, Funchal, Centro de Estudos de História do Atlântico, 342 pp. [CR-ROM]

RESUMO
A Madeira na Primeira Metade de Setecentos

O presente estudo contempla a História da sociedade do Arquipélago da Madeira na primeira metade do Século XVIII. Era uma sociedade tripartida que inclui grupos sociais emergentes, em consequência das grandes riquezas trazidas pelo aumento da produção e da rendibilidade do vinho. A este elemento de transformação social acrescenta-se o incremento do comércio externo que se deve à situação geográfica da Madeira e ao contributo dos mercadores britânicos radicados na sua metrópole e nas colónias das Índias Ocidentais e que contam com o apoio dos ingleses que se estabelecem na Ilha, a que se junta, ainda, a situação favorável trazida pelos acordos luso-britânicos.
O número de pequenos proprietários rurais cresceu, ao tempo, em São Vicente, graças à mobilidade na posse da terra e aos rendimentos da venda dos géneros agrícolas, com destaque para o vinho, produto de maior aceitação no mercado. Nas velhas sociedades do Antigo Regime, o essencial assenta na distribuição da terra, sendo a divisão da propriedade agrária o maior problema das classes rurais. O aumento dos lucros do vinho provocou o absentismo dos proprietários rurais e a entrega da exploração agrícola aos feitores, rendeiros e caseiros. A actividade mercantil aumentava, crescia o número de barcos que atravessava o Atlântico; a Madeira encontra mercado para a sua produção vinícola, cujo aumento de vendas acompanha a atlantização da economia. O vinho era o grande motor da transformação social da primeira metade de Setecentos. A Ilha era o observatório, por parte de franceses e espanhóis, dos movimentos bélicos e de contrabando do Império Britânico no seu comércio transoceânico. 
Se hoje se guarda riqueza em bens imóveis ou em dinheiro líquido, então, devido à escassez monetária, o espólio de peças de ouro e prata pertença de vários grupos sociais, sinal de poder de compra, era uma maneira de entesouramento.
As rendas aduaneiras possibilitaram o apoio real à edificação e restauro de muitas igrejas da Madeira, mas o património local também foi enriquecido com a iniciativa particular.
Palavras-chave: sociedade; Madeira; vinho; britânicos; património
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ABSTRACT
Madeira in the First Half of the 18th Century

The present study contemplates the History of the society of the Archipelago of Madeira in the first half of the 18th Century. It was a triparted society that includes emergent social groups, as a consequence of the great wealth brought by the increase of the production and the rendibility of the wine. To this element of social transformation adds the increment of the external trade, due to the geographic situation of Madeira and to the contribution of the British merchants settled in their metropolis and in the colonies of the Western Indies, who have the support of the Englishmen established in the Island, to whom also adds the favorable situation brought by the Luso-British agreements.
The number of small rural landowners grew, at the time, in São Vicente, thanks to the mobility in the ownership of the land and to the incomes of the sale of agricultural products, with prominence for the wine, the product of greatest acceptance in the market. In the old societies of the Early Modern Times, the essential lies in the distribution of the land, being the division of the agrarian property the biggest problem of the rural classes. The increase of the profits of the wine provoked the absentism of the rural landowners and the delivery of the agricultural exploration to the «feitores», «rendeiros» and «caseiros». The trade activity increased, the number of boats that crossed the Atlantic grew; Madeira finds market for its wine production, whose increase of sale follows the atlantization of the economy. The wine was the great engine of social transformation of the first half of the 18th Century. The Island was the observatory, by the Frenchmen and Spanishmen, of the warlike movements and contraband of the British Empire in its transoceanic trade.
If today wealth is kept in real estates or in liquid money, in that time, due to monetary scarcity, the estate of gold and silver parts belonging to some social groups, signal of purchase power, was a way of saving money.
The customs incomes made possible the support by the crown to the construction and restore of many churches of Madeira, but the local patrimony was also enriched with private initiative.
Keywords: society; Madeira; wine; British; patrimony
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RÉSUMÉ
Madère dans la Première Moitié du XVIII siècle

La présente étude décrit l’histoire de la société de l’archipel de Madère dans la première moitié du XVIIIe siècle. C’était une société tripartite qui incluait des groupes sociaux émergents, en conséquences des grandes richesses apportées par l’augmentation de la production et de la rentabilité du vin. A cet élément de transformation social s’ajoute le développement du commerce extérieur du à la situation géographique de Madère et à la contribution des marchands britanniques habitant dans leur métropole et dans leurs colonies des Indes occidentales et qui recevaient l’aide des anglais établis dans l’île, à quoi on ajoute encore la situation favorable apportée par les accords luso-britanniques.
A cette époque, le nombre des petits propriétaires a augmenté à São Vicente grâce à la mobilité de la possession de la terre et à la vente des récoltes agricoles, principalement du vin, produit très demandé sur le marché. Dans les sociétés de l’Ancien Régime l’essentiel était la distribution de la propriété dans laquelle la division était le plus grand problème. L’augmentation des intérêts sur le vin a provoqué l’absentéisme des propriétaires ruraux et la remise de la propriété aux «feitores», «rendeiro» et «caseiros». L’activité mercantile a augmentée en même temps que le nombre de bateaux qui traversaient l’Atlantique; Madère trouvait un marché pour sa production vinicole, dont l’accroissement des ventes accompagnait l’atlantisation de l’économie. Le vin était le grand moteur de transformation social dans la première moitié du XVIIIe siècle. L’île était le point d’observation, des français et des espagnols, des mouvements de guerres et de contrebandes de l’empires britannique dans son commerce transocéanique.
Si aujourd’hui on peut avoir des fortunes en immeubles ou en argent liquide, à l’époque à cause du manque d’argent, les pièces en or et en argent qui appartenaient aux divers groupes sociaux, signe du pouvoir d’achat était une façon d’épargner l’argent.
Les bénéfices des douanes rendaient possible l’aide du roi à la construction et à la restauration des églises de l’île, mais le patrimoine local a été aussi enrichi par l’initiative des particuliers.
Mots clés: société; Madère; vin; britanniques; patrimoine

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RESUMEN
Madeira en la Primera Mitad del Siglo XVIII

El presente estudio describe la historia de la sociedad del archipiélago de Madeira en la primera mitad del siglo XVIII. Fue una sociedad tripartita que incluía grupos sociales emergentes, en consecuencias de las grandes riquezas aportadas por el aumento de la producción y la rentabilidad del vino. A este elemento de transformación social se añade el desarrollo del comercio exterior debido a la situación geográfica de Madeira y a la contribución de los negociantes británicos que viven en su metrópolis y en sus colonias de las Indias Occidentales y que recibían la ayuda de los ingleses establecidos en la isla, a que se añade aún la situación favorable aportada por los acuerdos luso-británicos.
En esta época, el número de los pequeños proprietarios rurales aumentó en São Vicente gracias a la movilidad en la posesión de la tierra y a la venta de los productos agrícolas, principalmente del vino, producto de mas grande aceptacion en el mercado. En las sociedades del Antiguo Régimen, el fundamental assenta en la distribución de la tierra, en la cual la división de la propiedad era el mayor problema. El aumento de los beneficios del vino causó el absentismo de los proprietarios rurales y la entrega de la propiedad a «feitores», «rendeiros» y «caseiros». La actividad mercantil aumentaba, crescia el número de barcos que cruzaban el Atlántico; Madeira encontraba un mercado para su producción vinícola, y el aumento de las ventas acompañaba el atlantizacion de la economía. El vino era el gran motor de transformación social en la primera mitad del siglo XVIII. La isla era el punto de observación, para franceses y españoles, de movimientos belicos y de contrabando del Imperios Británico en su comercio transoceánico.
Si hoy se guarda riqueza en edificios o en dinero efectivo, en la época, debido a la falta de dinero, las partes en oro y en plata que pertenecían a los distintos grupos sociales, señal del poder adquisitivo, eran una manera de ahorrar dinero.
Los beneficios de las aduanas hacían posible la ayuda del rey a la construcción y a la restauración de las iglesias de la isla, pero el patrimonio local también fue enriquecido por la iniciativa de los particulares.
Palabras clave: sociedad; Madeira; vino; británicos; patrimonio

sexta-feira, 22 de maio de 2009

SEMINÁRIO: REPÚBLICA E REPUBLICANOS NA MADEIRA (1880-1926)

Com o fito de assinalar o primeiro centenário da Implantação da República em Portugal, o CEHA organizará, no próximo ano de 2010, um seminário subordinado ao tema República e Republicanos na Madeira (1880-1926), que decorrerá de 25 a 29 de Outubro.

Inscrição - e mais informações: CEHA - Colóquios e Seminários

MOBILIDADES HUMANAS NA HISTÓRIA E LITERATURA - SEMINÁRIO INTERNACIONAL - 12-13 de Novembro de 2009

O Centro de Estudos de História do Atlântico e o Centro Cultural John dos Passos, organismos da Secretaria Regional de Educação e Cultura (MADEIRA), organizam com periodicidade anual, desde 2008, um encontro para debater a problemática das Mobilidades Humanas. Este espaço, que se pretende multidisciplinar, está aberto à participação de todos os especialistas interessados, que anualmente terão oportunidade para intervir num debate plural. Também é intenção dos promotores, através desta iniciativa, chamar a atenção de todos os interessados para a necessidade de maior debate, estudo e valorização do tema.

Data: 12 a 13 de Novembro de 2009

Local: FUNCHAL - MADEIRA

Organização: Centro de Estudos de História do Atlântico/Centro Cultural John Dos Passos (Secretaria Regional de Educação e Cultura/MADEIRA)

Data de Inscrição: 30 de JUNHO de 2009

Email: avieira@inbox.com

Página para informações: CEHA - Colóquios e Seminários

terça-feira, 19 de maio de 2009

Futuras Publicações - CEHA

Colecção Teses

Eduarda Maria Sousa Gomes Petit: A Madeira na Primeira Metade de Setecentos

Isabel Maria Freitas Valente: As Regiões Ultraperiféricas Portuguesas: Uma Perspectiva Histórica

Luísa Marinho Antunes: O Romance Histórico e José de Alencar. Contribuição para o Estudo da Lusofonia

Paulo Jesus Ladeira: A Talha e a Pintura Rococó no Arquipélago da Madeira (1760-1820)

Lina M. Camacho Pestana: Estratégias Narrativas na Obra A Gloriosa Família de Pepetela

Colecção Debates

AAVV: O Açúcar Antes e Depois de Colombo. Seminário Internacional de História do Açúcar

AAVV: Actas do IX Colóquio Internacional de História de las Islas del Atlántico

Cada uma das edições será feita em suporte digital, consistindo num ficheiro em formato PDF (Portable Document Format), presente em CD-ROM.