segunda-feira, 12 de abril de 2010

Currículo - Raimundo Quintal

Raimundo Quintal (Funchal, 1954)
- Licenciado em Geografia e Doutorado em Geografia Física pela Universidade de Lisboa.
- Investigador Sénior no Centro de Estudos Geográficos – Instituto de Geografia e Ordenamento do Território - Universidade de Lisboa (http://www.ceg.ul.pt/investigadores.asp?id=94&tab=5#t).
- Email – raimundo.quintal@sapo.pt

Livros
- QUINTAL, R. (1989) – Laurissilva, a Floresta da Madeira - Funchal, Clube de Ecologia Barbusano, Funchal, 39 p; 2.ª Edição (1996) Editorial Correio da Madeira, Funchal, 53 p.
- QUINTAL, R. (1994) – Levadas e Veredas da Madeira – Secretaria Regional de Educação - Região Autónoma da Madeira, 215 p; 2.ª Edição, revista e aumentada (1999), Edições Francisco Ribeiro, Funchal, 286 p. – traduzido e já com várias edições em Inglês, Alemão, Francês, Espanhol, Sueco, Finlandês e Holandês.
- QUINTAL, R. (1998) – As Plantas – Edição do Pavilhão da Região Autónoma da Madeira na EXPO 98, 75 p.
- QUINTAL, R. (2003) – Madeira, A Descoberta da Ilha de Carro e a Pé – Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, Funchal, 299 p. – 2.ª Edição, revista e ampliada (2005), 304 p. – Edição em Inglês (2005).
- QUINTAL, R. (2007) – Quintas, Parques e Jardins do Funchal – Estudo Fitogeográfico – Esfera do Caos Editores, Lisboa, 702 p.
- QUINTAL, R. (2008) – Guia dos Jardins do Funchal – Funchal 500 Anos, E. M., Funchal, 152 p.
- QUINTAL, R.; VIEIRA, M. J. (1985) - Ilha da Madeira, Esboço de Geografia Física – Secretaria Regional do Turismo e Cultura, Funchal, 88 p.
- QUINTAL, R.; GROZ, M. P. (2001) – Parks and Gardens of Funchal – Câmara Municipal do Funchal, 164 p.

Capítulos de Livros e Revistas
- QUINTAL, R. (1997) – Madeira – Viagens na Nossa TerraSelecções do Reader’s Digest, Lisboa, p. 338-353.
- QUINTAL, R. (1999) – «Aluviões da Madeira. Séculos XIX e XX» – Territorium 6, Revista de Geografia Física Aplicada no Ordenamento do Território e Gestão de Riscos Naturais – Ed. Minerva, Coimbra, p. 31-48.
- QUINTAL, R. (1999) – «Inundações no Funchal - Causas e Consequências» – Revista Técnica e Formativa da Escola Nacional de Bombeiros, n.º 11, Sintra, p. 11-17.
- QUINTAL, R. (2000) – «O Parque Ecológico do Funchal e a prevenção de cheias e incêndios florestais» – Territorium 7, Revista de Geografia Física Aplicada no Ordenamento do Território e Gestão de Riscos Naturais – Ed. Minerva, Coimbra, p. 31-48.
- QUINTAL, R. (2001) – «Madeira: As primeiras descobertas – Lugares a Visitar em Portugal» – Selecções do Reader’s Digest, Lisboa, p. 312-347.
- QUINTAL, R. (2008) – «Quinta do Palheiro Ferreiro: Caracterização Fitogeográfica» – Jardins do Mundo, Discursos e Práticas. Gradiva – Publicações, S. A., Lisboa, p. 107-116.
- QUINTAL, R. (2009) – «A Importância dos Jardins como Nicho Turístico na Madeira» – Turismos de Nicho - Motivações, Produtos, Territórios – Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa, p. 70-93.

Produções em vídeo
- QUINTAL, R. - Autoria e Realização (2006) - Plantas com Histórias - DVD com 24 documentários - produção EDICARTE para a RTP.
- QUINTAL, R. - Autoria e Realização (2007) - Plantas com Histórias 2 - DVD com 12 documentários - produção EDICARTE para a RTP.
- QUINTAL, R. - Autoria e Realização (2008) - Jardins do Funchal - DVD com 12 documentários - produção EDICARTE para a RTP.

Resumo - Conferência "A importância dos jardins como nicho turístico na Madeira", por Raimundo Quintal

O “Garden tourism” é um nicho de turismo especializado nas visitas a jardins botânicos, jardins históricos e a outros jardins com elevada fitodiversidade.
Na Ilha da Madeira, a partir de meados do século XVIII, nasceram Quintas, Parques e Jardins, que continuam a funcionar como espaços de aclimatação de mais de duas mil espécies oriundas de todos os continentes com excepção da Antárctida. Graças à qualidade paisagística e à excepcional riqueza florística constituem um importante nicho na oferta turística da Ilha da Madeira. A prová-lo estão os números das entradas pagas nos três jardins mais importantes, em 2008:
- Jardim Botânico – 327.605
- Jardim Tropical Monte Palace – 212.493
- Quinta do Palheiro Ferreiro – 43.485
As 583.583 visitas pagas a estes três jardins garantiram uma receita total de cerca de 3,5 milhões de euros.
Sabendo-se que em 2008 estiveram hospedados nos estabelecimentos hoteleiros da Madeira 1.013.281 turistas, é possível deduzir que 32,3% visitaram o Jardim Botânico, 21,0% o Jardim Tropical Monte Palace e 4,3% a Quinta do Palheiro Ferreiro.
Abril registou o maior número de visitantes no conjunto dos três jardins (71.083), seguindo-se os meses de Março (61.193) e Maio (59.538). Em Agosto foram registados 50.363 visitantes.
Agosto foi o mês com maior número de hóspedes (104.805), Maio o segundo (101.219) e Abril o terceiro (99.947), donde se conclui que os turistas que visitam a Madeira na Primavera, predominantemente da Europa Ocidental e Setentrional, procuram mais os jardins do que os turistas de Verão, vindos maioritariamente do Sul da Europa.
A maioria dos visitantes procura os jardins como espaços de prazer, fixando a atenção nas árvores monumentais, nos recantos mais atraentes e nas flores vistosas.
Uma faixa mais restrita escolhe o destino Madeira para aprofundar o saber em botânica, floricultura, jardinagem ou paisagismo. Nas visitas aos jardins, normalmente demoradas, recolhem informações sobre a identidade das espécies, regimes fenológicos, técnicas de multiplicação, adaptação às condições climáticas e edáficas, mostrando especial interesse pelas espécies tropicais e subtropicais.
Uma valência ainda embrionária no “Garden Tourism” relaciona-se com a implementação do conceito de “Hotel Botânico”. Para além do lazer no amplo jardim do hotel, o hóspede tem acesso a informação circunstanciada sobre a flora, pode consumir fruta, hortaliças, plantas aromáticas e medicinais, e até pode participar nas tarefas de conservação.
A Quinta Jardins do Lago e o Resort Vila Porto Mare são duas unidades hoteleiras em que já foram dados passos significativos na implementação do conceito de “Hotel Botânico”.
Palavras chave: Madeira; Fitodiversidade; Quintas; Parques; Jardins; “Garden Tourism”; Hotel Botânico.

Convite - Conferência "A importância dos jardins como nicho turístico na Madeira", por Raimundo Quintal

segunda-feira, 29 de março de 2010

Acordo de Colaboração entre o CEHA e a Câmara Municipal do Funchal

O Centro de Estudos de História do Atlântico, através do seu Presidente, Professor Alberto Vieira e a Câmara Municipal do Funchal, através da Vereadora com o pelouro da Educação, Dra. Rubina Leal tornam público um Acordo de Colaboração entre as duas Instituições. Assim, a partir de Segunda-feira, dia 29.03.2010, as iniciativas culturais do CEHA - conferências, colóquios, simpósios - passam a fazer parte dos curricula da Universidade Sénior sendo este público, privilegiada audiência dessas iniciativas.
A primeira iniciativa, que marca o início deste acordo e que contará com a honrosa presença da Ex. Sra. Dra. Rubina Leal, ocorrerá antes da Conferência do Dr. Manuel Morais, - na próxima Segunda-feira, dia 29 de Março, pelas 18h00, na sede do CEHA, Rua das Mercês, nº 8.
A Câmara Municipal do Funchal apoiará, igualmente, iniciativas culturais deste Centro, sendo que o próximo "Congresso das Ilhas do Mundo" contará com esse apoio directo. As nossas actividades passam, a partir de agora, a ser publicitadas no sítio (web) da Câmara Municipal do Funchal. Novos modos de colaboração estão em estudo.
Estes são, sem dúvida, passos deveras importantes no sentido de uma nova era para o CEHA que abraça estes desafios pugnando pelo mesmo rigor científico de sempre, procurando servir a comunidade científica e o público, em geral, como Instituição de Utilidade Pública que se orgulha de ser.

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Música na História da Madeira - Ciclo Musical e de Conferências (2)

«A Secretaria Regional de Educação e Cultura / DRE, no âmbito das comemorações dos 30 Anos do Gabinete Coordenador de Educação Artística (GCEA), apresenta a segunda conferência do Ciclo “A Música na História da Madeira”. Esta conferência é dedicada a um dos temas mais fascinantes da história da música, na Madeira: “O Machete Madeirense do Século XIX”. O conferencista será o Dr. Manuel Morais, investigador-docente da Universidade de Évora e contará com a participação musical de alunos do GCEA, orientados pelo professor Roberto Moritz.
O repertório musical para este instrumento, vulgarmente conhecido na actualidade como braguinha, é uma das provas do génio de alguns músicos madeirenses do século XIX e é constituído por obras musicais de rara beleza, que espantaram os muitos estrangeiros que visitaram a Madeira no período oitocentista. Os relatos desses turistas realçam, várias vezes, a sua admiração pelo facto de um instrumento musical tão pequeno ter um efeito tão agradável. É por isso que, normalmente, se defende que o Machete Madeirense tem um aspecto enganador. O seu tamanho reduzido e aparência frágil escondem um potencial riquíssimo, que se constata, facilmente, após uma primeira audição das obras compostas para este instrumento, no século XIX.
Relembre-se que o Ciclo “A Música na História da Madeira” tem como um dos principais objectivos divulgar, em conferência, os resultados de investigações realizadas e permitir, simultaneamente, a audição ao vivo de alguns dos exemplos musicais recuperados nos últimos anos.
A conferência realiza-se às 18:00h, no Auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico (Rua das Mercês, 8 – Funchal) e tem entrada livre.»

Paulo Esteireiro